quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Filme e filosofia.

 

Hoje lembrei do filme X-Men 3, há uma historia da cura e de uma fila para ser curado da “mutação”, achei isso parecido com as suposta curas do homossexualismo. Em caso dos filmes ou vida real, quando a historia não é assim tão boa o que resta é filosofar.


Durante a exibição do filme sempre se formava grandes filas,  ai me pergunto: “se essa fila fosse para a cura do homossexualismo, alguém entraria?”


Ser diferente e ser você, são uma coisa só. Antes mesmo de alguém se assumir, ela já é o que é hoje.  Talvez ser hétero seja mais fácil. Mas ser diferente é muito bom. Ser hétero é ter um mundo de comodidade e tudo caminha para favorecer quem é hétero.


Demorei quase 22 anos para me conhecer a fundo a ponto de aceitar, “sou gay” (o “Puta que pariu!” veio junto) mas quando cheguei a dizer tinha toda certeza do mundo comigo (eu estava amando).


Quero ser, eu vou ser, ao mesmo tempo, gay, religioso, de família, de bem, ter um relacionamento aberto, ser digno do amor divino,  serio, etc. Tudo isso é um enfrentamento.
Voltando à cura e as doenças, Carlos Drummond escreveu não sei aonde, que o nosso problema é que as doenças são muitas e a saúde uma só.


Termino esse post com um texto que vale como consolo para mim: “O céu estrelado vale as dores do mundo”. Amem.

O_o

Comentem…

6 comentários:

Cecília disse...

como você falou " é bom ser diferente" eu vejo como .. eu não sou igual a maioria dos meus amigos e isso me deixa feliz. No caso da fila ... eu não iria, acho vida "normal" chata demais rs Post Show! bs!

Drigo disse...

O que mais gosto em X-men, e isso sendo desde os Gibis, quando ainda nem poderiamos imaginar filmes, é o fato dele tratar o preconceito de uma forma divertida, ampla e com uma linguagem que chamativa;

Ainda criando um paralelo em um mundo que, os espectadores iriam querer ser os "diferentes". No caso, do mundo ficticio X-men, qualquer pessoa que lê ou assiste iria preferir estar do lado "mutante" da coisa, ser a minoria. E justamente fazer com que as pessoas sintam isso, já é um grande mérito. Pois é fazer você, querer se colocar na posição de quem sofre preconceito, porque estar ali é bom, apesar dos "humanos-normais" da história discordarem.

Você comentou na postagem sobre o que aconteceria se essa "cura" existisse, pois bem, é só ver que mesmo nos dias de hoje, e não passando de balela. Ainda existem profissionais da psicologia ou religiosos que dizem ter essa "cura", existem pessoas que procuram essa suposta cura, e aqueles que se dizem curados.

Logo, aquelas filas apresentadas no filme, existem sim na vida real, infelizmente.

Mas como eu sou uma pessoa que acredita que sei o que é melhor para mim. Então, se alguém se sentisse bem procurando a tal cura, que o faça e tente ser feliz.

Excelente texto seu e achei dignas suas colocações. ^^

marcelo_Santos /DF disse...

Parabens, pelo texto super legal, legal também esse novo conceito do blog em não ser so de filmes, ter criticas tbm! so vai agregar melhor o blog..
Mais uma vez adorei o texto!

Del disse...

Ah, realmente não entendo essa de ser diferente. Óbvio que ninguém é idêntico a ninguém, nem irmão gêmeo. E também não somos de todo diferentes uns dos outros. Só que podemos fazer a diferença, até nos detalhes. No meu ponto de vista, uma atitude diferenciada, de certa forma, foi abordada no post: preocuparmos com nós mesmos. É saudável sermos um pouco egoístas e nos importarmos com nossa felicidade. Pensar que somos diferentes é uma faca de dois gumes usada em muito por mentes pouco desenvolvidas. Quem nunca escutou perguntas do tipo: você é gay ou é normal?
Gay não é diferente de ninguém. Somos todos iguais.
E quem enfrentar essa fila pra buscar cura é porque está com uma doença chamada desconhecimento ou falta de consciência de si mesmo.
Abraço!

P.s. tem cura.
2

Denys Zonda disse...

Demorei 24 anos para me aceitar. E ainda não sai do armário. É dificil, mas estou feliz do meu jeito. Acredito que quem precisa de cura é a humanidade das pessoas como um todo e não nós individualemente com nossos defeitos. Tenho a impressão que qualquer que seja a caracteristica de uma minoria ela sempre sofrerá mais que a maioria. Por isso temos que tentar sermos seres humanos melhores e servir de exemplo.
Parabéns pelo Blog

Pablo disse...

Cura! Nem estamos doentes! Porem os olhos alheios só enxergam doença.

Ainda não aceitei completamente a ideia de ser gay ("PUTA MERDA, também não resistí"). Tenho 30 anos. É dificil de aceitar. Não tenho certeza se estou feliz.
As vezes acho que sim. As vezes não...

Excelente texto! parabéns!